segunda-feira, 28 de maio de 2012

ARTIGO

Na década de 60, os programas eram baseados em paradas musicais. Predominavam os boleros, sambas, calypso, samba-canção... Os cantores da época eram Carlos Gonzaga, Angela Maria, Nelson Gonçalves, Celly Campelo, e o pessoal da jovem guarda como Roberto Carlos, Wanderléa, Erasmo Carlos... (que chegaram nos anos 66, 67...)
Predominavam os programas de auditório como: calouros, infantis, humorísticos e sertanejos. Os locutores da época tinham que ter boa dicção, voz clara e bonita.
As radionovelas eram coqueluche na época e dominavam a audiência. A Rádio Clube tinha três horários diários destinados ao rádio-teatro. Tinha os melhores atores, produtores, redatores...
A censura imposta pela Ditadura Militar pouco afetou as emissoras do interior. Apenas as radionovelas iam para censura e voltavam para as emissoras com os devidos cortes.
O rádio tinha papel importante junto a população. O ouvinte participava ativamente dos programas, escrevendo, telefonando e frequentando auditórios.
Os programas eram bem elaborados e todos ao vivo. Havia uma censura interna. Não eram permitidos brincadeiras nem palavrões.
Os noticiários eram distribuidos nos intervalos dos programas. Dava-se ênfase a programas culturais divulgado poesias e eventos.
Às orquestas nacionais e internacionais tinham participação importante nos programas. Havia programas exclusivos orquestrados.
Aos domingos a programação era variada. Além dos programas de auditório que eram apresentados pela manhã e noite, havia também programas dedicados a colônias espanholas, italianas e na parte da tarde, predominava as transmissões esportivas.
Existe, sim, uma diferença grande entre o rádio daquela época e o rádio atual. Pouco se improvisava. Havia mais "calor" por parte dos ouvintes e exigiu-se profissionalismo.
Os locutores faziam "nome" como é o caso de Jurandir Matheus, Zilá Gonzaga, eu Carboni, Milton Nogueira, Lourdes Soares, Carlos Neto, Oto Wey Netto, Marlene Lorenzetti, Nhô Jucá, Sidney Galdini e outros.
Hoje a descontração impera o que possibilita os comunicadores usarem um vocabulário nem sempre condizente com o veículo.
A televisão, ao contrário do que se esperava, não interferiu no rádio. Ela serviu sim, para que se produzissem melhores programas, abrisse mais espaço para o jornalismo, descontraísse os locutores. Jamais foi uma concorrente.

Sidney Carboni
CBN CLUBE
26/02/98

SINOPSE DE RADIONOVELA

Segue abaixo uma sinopse de radionovela, desenvolvida por Sidney Carboni, que estava perdida no meio de um calhamaço de capítulos, que dona Dora, mãe do autor, me entregou.
Torno a lembrar aos leitores do blog, que o material postado aqui, é apenas para ser lido ou ouvido, não podendo ser copiado, no todo ou em parte. Os mesmos estão protegidos, e quem os violar, arcará com as consequências. Qualquer dúvida quanto a isso, só ler as leis de direitos autorais.

Sinopse de
SIDNEY CARBONI

A partir de num folhetim publicado em 1960.


Valéria Corsini, jovem veneziana, filha de nobre, foge de Veneza com Paulo, a fim de livrar-se do jugo da madrasta. 
Na corte do duque Guilherme I, em Mântua, conhece Fernando, filho mais velho do duque ê se apaixonam. Tornam-se amantes. 
Astolfo. irmão mais novo de Fernando, com apenas vinte anos já é cardeal, aspirando chegar a Papa. Ambos se odeiam. 
Para abafar o escândalo provocado pelo amor dos jovens amantes, Guilherme e Astolfo arranjam um casamento para Fernando, com a princesa Margarida Eugênia, irmã do rei da Polónia. Mesmo assim, os amantes continuam se encontrando. Margarida é uma mulher insegura e sofre com o desprezo do marido. Astolfo alia-se à ela para destruírem àquele amor pecaminoso.
Fernando deseja um filho homem e Margarida lhe dá uma filha mulher, o que contribui ainda mais para o fracasso do casamento. 
Valéria, então, com a ajuda de uma criada e seu namorado, arma uma gravidez falsa, pagando a uma camponesa para que lhe entregue o filho ao nascer. Fernando acredita na mentira. Entretanto, nem ele, nem Valéria, desconfiam que Astolfo está por traz da trama.
Valéria confessa a verdade a Fernando e ele a despreza. Margarida, finalmente lhe dá um filho homem, mas morre logo após o parto. 
Guilherme também morre e Fernando se torna duque. Ele perdoa Valéria e ambos se casam. 
O filho de Fernando, porém, morre algum tempo depois. Astolfo abandona Roma e aspira o poder, já que o herdeiro de Fernando está morto. 
Segue então fatos escabrosos e confusos, e Valéria acaba envenenando o marido por engano já que o alvo era Astolfo, pois acreditava que ele desejaria matar o irmão. Quando se dá conta do que fez, Valéria segue o marido na morte.


FIM